domingo, 1 de junho de 2014

Cheila

Como não lembrar teu rosto
Se andando divisando a rua
Aprumo a vista e vem o gosto
Da mais bela imagem tua

Aí me pergunto se é miragem
Quando miro de longe um rosto vã
Se o que se afigura é linguagem
Devaneio, quiçá uma ilusão irmã

Só mais tranquilo fico quando
De perto certifico de seu
Os olhos que implico rufando
Nada mais que são os meus

Impacientes de ver que teu rosto
Quem sabe ao certo não queira 
O quanto de perto o meu exposto
Por onde anda clama por Cheila

Valdemir Guimarães





   

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