Cheila
Como não lembrar teu rosto
Se andando divisando a rua
Aprumo a vista e vem o gosto
Da mais bela imagem tua
Aí me pergunto se é miragem
Quando miro de longe um rosto vã
Se o que se afigura é linguagem
Devaneio, quiçá uma ilusão irmã
Só mais tranquilo fico quando
De perto certifico de seu
Os olhos que implico rufando
Nada mais que são os meus
Impacientes de ver que teu rosto
Quem sabe ao certo não queira
O quanto de perto o meu exposto
Por onde anda clama por Cheila
Valdemir
Guimarães