Vejo surgindo tantos mortos na minha frente
Suas vísceras expostas no jornal do café da manhã
Neste domingo sem data, sem sol e sem mar
Seus corpos em preto e um negro mais contundente
Quase não se distingue o sangue e as tripas em meio
Ao breu e a violência.
Onde foi que tudo errou?
O que eu sei é que são irmãos meus
Filhos de outro pai de outra mãe
Filhos da noite da pauta, da puta, primos desse mundo.
Errante o corpo negro é exposto no jornal
Hoje em dia tão banal.
Valdemir Guimarães
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