domingo, 20 de abril de 2014

Noite de aleluia, chuva e reggae na cidade codoense




Ontem, 19 de abril, sábado de aleluia no calendário cristão, além da chuva que banhou e lavou a cidade de Codó-MA, à noite, vi e dancei muito no show de um dos ícones do reggae jamaicano e do mundo: Cedric Myton.  
Antes, é claro, não é possível deixar de salientar, subiu ao palco a banda Capital Roots, São Luís-MA, essa também acompanhou a atração principal. Linda e simpática era a vocalista dessa banda que distribuiu simpatia e sensualidade com suas caras e olhares, admiráveis.
Mas antes, bem antes do espetáculo, depois que a chuva deu meia trégua aos fãs e admiradores da música jamaicana que chegavam para ver o show, um desconforto geral quase tira o ânimo de todos, inclusive o meu. Pois a água que caiu, e como caiu, não foi pouca, todos são cientes disso, pegou a estrutura da Casa de show, sobretudo a entrada, de “surpresa”, é o que pude constatar, tô sendo bonzinho quanto a “surpresa”. Pois ela, a Casa, não esperava mesmo, Nunca uma daquelas, deixando a desejar e muito.
Veja só, entrar descalço e com água a meia canela, cara, para uma Casa que pretende acolher bem seus frequentadores...foi mal, muito mal... Só pra quem gosta mesmo do som, do reggae, da viper jamaicana para não desistir e ir a um outro lugar.
Mas tirando esse pequeno-grande detalhe, a noite foi molhada por São Jorge e reggeada e sensual e gostosa e...

Cedric Myton e banda Capital Roots deram uma cara a noite, esquentaram os quadris do público inquieto, encheram o coração, dos que pulsavam com o som, de alegria... e via-se, assim vi, que quem ficou, gostou, não, isso é pouco, quem foi e ficou amou aquela noite de aleluia e chuva na cidade codoense.  

Valdemir Guimarães 

domingo, 13 de abril de 2014

Poemeto erótico


Não sei o que é isso por isso sinto e me calo
Vendo você tragar e regurgitar e meu falo.
Haverá outra boca santa, outra língua liquefaça
Que faça com tanta ânsia e fome
Fazendo bem a este homem?
Que lábios são esses que nus me envolve em beijos sem idade
Se não fosse teus dentes que vez ou outra
Me trazem a realidade:
- Caralho!
Sem maldade, dos teus lábios e boca faria meu reduto
Ao meu tenro ou inflexível malho.


Valdemir Guimarães
A aréola do seio e o bico no meio
Tez fina, divina.
A cor da pele que o seio encharca
Difere da grande mama, insana.
O desenho maior do círculo em poros
Rimas Salientes, envolventes

Inflamam-me,salivo os seios teus, gineceus.

Valdemir Guimarães  
Confesso que eu estava bem atrevido.
Parei-a no meio do passeio público
olhando fixamente o bico dos seus seios
Que vez ou outra brotava do corpete desleixado
Convidei-a para sair.
“- Não posso, sabes que eu estou namorando firme
O que os outros não vão dizer de mim?
Não quero mais ouvir aquela velha história.”
Dito isto, ficou-me a certeza de que ela não esquecera
Minha língua, mãos e a grande glande
Rompendo sua parede virtuosos de evangélica do sétimo dia.   

Valdemir Guimarães



Vejo surgindo tantos mortos na minha frente
Suas vísceras expostas no jornal do café da manhã
Neste domingo sem data, sem sol e sem mar
Seus corpos em preto e um negro mais contundente
Quase não se distingue o sangue e as tripas em meio
Ao breu e a violência.
Onde foi que tudo errou?
O que eu sei é que são irmãos meus
Filhos de outro pai de outra mãe
Filhos da noite da pauta, da puta, primos desse mundo.
Errante o corpo negro é exposto no jornal
Hoje em dia tão banal.

Valdemir Guimarães


À Bruna

Bruna, fez você mais um ano de vida
E a alegria estampada no rosto de quem te ama
Inflama e não se contém num sorriso.
Multiplique esse mar de felicidade que lhe abraça
em mil abraços, em beijos ternos e fraternos.
Tua mãe e teu pai, figuras responsáveis
Por tua vinda à vida, seja-lhes amável ainda e sempre
E Deus te dará um como troféu
da vida todo o mel.
Por fim, teus amigos e afins brindarão a cada ano
Mais um dia de tua alegria.
Felicidade  sempre, sim.

Valdemir Guimarães